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Velho Graça

Graciliano Ramos foi prefeito de Palmeira dos Índios em Alagoas, entre 1928 e 1930. Teve uma gestão curta, mas criteriosa no trato da coisa pública e, acima de tudo, transparente. Foi pioneiro no que hoje a ciência da Administração chama de Accoutability.

Ele foi leito com  433 votos, nem precisou fazer campanha eleitoral. Sua personalidade convenceu seus eleitores. Dispensou promessas e não sujou as mãos para escolher vereadores (na época, conselheiros municipais). Mesmo assim, conseguiu, no primeiro ano do mandato, aprovar no Conselho Municipal, o Código de Posturas, que estabelecia um novo marco civilizatório na cidade.

O novo código proibia comerciantes de estocar mercadorias de primeira necessidade durante crises de abastecimento; farmacêuticos teriam de exigir receita médica; hoteleiros, afixar a tabela de preços em locais visíveis; açougueiros não poderiam vender carne de rês doente. O Código estabelecia também advertências e, em caso de reincidência, pesadas multas aos infratores.

De inspiração socialista, Graciliano tem muito o que ensinar aos esquerdistas de hoje em dia. Durante sua gestão, jamais gastou mais do que arrecadava.

É o que mostra sua carta ao governador do estado, Álvaro Paes, prestando contas ao final do primeiro ano de gestão. Uma beleza de documento histórico no qual transgride a redação oficial, com um texto irônico, preciso, mas pessoal.

Ao final, Velho Graça deixa claro que não estava ali pra cultivar amizade de ninguém. Enfrentou coronéis, demitiu aspones.

Fiquei muito feliz ao reencontrar essa carta, junto com um amigo que não via há mais de vinte anos, Antonio Menezes. Foi ele mesmo que a digitalizou. Mas não se recorda quando, nem de onde.

Relatório ao Governo do Estado de Alagoas

Exmo. Sr. Governador:

Trago a V. Exa. um resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos Índios em 1928.

Não foram muitos, que os nossos recursos são exíguos. Assim minguados, entretanto, quase insensíveis ao observador afastado, que desconheça as condições em que o Município se achava, muito me custaram.

COMEÇOS

O principal, o que sem demora iniciei, o de que dependiam todos os outros, segundo creio, foi estabelecer alguma ordem na administração.

Havia em Palmeira inúmeros prefeitos: os cobradores de impostos, o comandante do destacamento, os soldados, outros que desejassem administrar. Cada pedaço do município tinha sua administração particular, com prefeitos coronéis e

prefeitos inspetores de quarteirões. Os fiscais, esses, resolviam questões de polícia e advogavam.

Para que semelhante anomalia desaparecesse, lutei com tenacidade e encontrei obstáculos dentro da Prefeitura e fora dela — dentro, uma resistência mole, suave, de algodão em rama; fora, uma campanha sorna, oblíqua, carregada de bílis. Pensavam uns que tudo ia bem nas mãos de Nosso Senhor, que administra melhor do que todos nós; outros me davam três meses para levar um tiro.

Dos funcionários que encontrei em janeiro do ano passado restam poucos: saíram os que faziam política e os que não faziam coisa nenhuma. Os atuais não se metem onde não são necessários, cumprem as suas obrigações e, sobretudo, não se enganam em contas. Devo muito a eles.

Não sei se a administração do município é boa ou ruim. Talvez pudesse ser pior.

RECEITA E DESPESA

A receita, orçada em 50:000$000, subiu, apesar de o ano ter sido péssimo, a 71:649$290, que não foram sempre bem aplicados por dois motivos: porque não me gabo de empregar dinheiro com inteligência e porque fiz despesas que não faria se elas não estivessem determinadas no orçamento.

PODER LEGISLATIVO

Despendi com o poder legislativo 1:616$484 — pagamento a dois secretários, um que trabalha, outro aposentado, telegramas, papel, selos.

ILUMINAÇÃO

A iluminação da cidade custou 8:921$800. Se é muito, a culpa não é minha: é de quem fez o contrato com a empresa fornecedora de luz.

OBRAS PÚBLICAS

Gastei com obras públicas 2:908$350, que serviram para construir um muro no edifício da Prefeitura, aumentar e pintar o açougue público, arranjar outro açougue para gado miúdo, reparar as ruas esburacadas, desviar as águas que, em épocas de trovoadas, inundavam a cidade, melhorar o curral do matadouro e comprar ferramentas. Adquiri picaretas, pás, enxadas, martelos, marrões, marretas, carros para aterro, aço para brocas, alavancas, etc. Montei uma pequena oficina para consertar os utensílios estragados.

EVENTUAIS

Houve 1:069$700 de despesas eventuais: feitio e conserto de medidas, materiais para aferição, placas.

724$000 foram para uniformizar as medidas pertencentes ao Município. Os litros aqui tinham mil e quatrocentos gramas. Em algumas aldeias subiam, em outras desciam. Os negociantes de cal usavam caixões de querosene e caixões de sabão, a que arrancavam tábuas para enganar o comprador. Fui descaradamente roubado em compras de cal para os trabalhos públicos.

CEMITÉRIO

No cemitério enterrei 189$000, pagamento ao coveiro e conservação.

ESCOLA DE MÚSICA

A Filarmônica 16 de Setembro consumiu 1:990$660 — ordenado de um mestre, aluguel de casa, material, luz.

FUNCIONÁRIOS DA JUSTIÇA E DA POLÍCIA

Os escrivães do júri, do cível e da polícia, o delegado e os oficiais de justiça levaram 1:843$314.

ADMINISTRAÇÃO

A administração municipal absorveu 11:457$497 — vencimentos do prefeito, de dois secretários  (um efetivo, outro aposentado), de dois fiscais, de um servente; impressão de recibos, publicações, assinaturas de jornais, livros, objetos necessários à secretaria, telegramas.

Relativamente à quantia orçada, os telegramas custaram pouco. De ordinário vai para eles dinheiro considerável. Não há vereda aberta pelos matutos, forçados pelos inspetores, que prefeitura do interior não ponha no arame, proclamando que a coisa foi feita por ela; comunicam-se as datas históricas ao governo do Estado, que não precisa disso; todos os acontecimentos políticos são badalados. Porque se derrubou a Bastilha — um telegrama; porque se deitou uma pedra na rua — um telegrama. Dispêndio inútil. Toda a gente sabe que isto por aqui vai bem, que o deputado morreu, que nós choramos e que em 1556 D. Pedro Sardinha foi comido pelos caetés.

ARRECADAÇÃO

As despesas com a cobrança dos impostos montaram a 5:602$244. Foram altas porque os devedores são cabeçudos. Eu disse ao Conselho, em relatório, que aqui os contribuintes pagam ao Município se querem, quando querem e como querem.

Chamei um advogado e tenho seis agentes encarregados da arrecadação, muito penosa. O Município é pobre e demasiado grande para a população que tem, reduzida por causa das secas continuadas.

LIMPEZA PÚBLICA — ESTRADAS

No orçamento, limpeza pública e estradas incluíram-se numa só rubrica. Consumiram 25:111$152.

Cuidei bastante da limpeza pública. As ruas estão varridas; retirei da cidade o lixo acumulado pelas gerações que por aqui passaram; incinerei monturos imensos, que a Prefeitura não tinha suficientes recursos para remover.

Houve lamúrias e reclamações por se haver mexido no cisco preciosamente guardado em fundos de quintais; lamúrias, reclamações e ameaças porque mandei matar algumas centenas de cães vagabundos; lamúrias, reclamações, ameaças, guinchos, berros e coices dos fazendeiros que criavam bichos nas praças.

POSTO DE HIGIENE

Em falta de verba especial, inseri entre os dispêndios realizados com a limpeza pública os relativos à profilaxia do Município.

Contratei com o dr. Leorne Menescal, chefe do Serviço de Saneamento Rural, a instalação de um posto de higiene, que, sob a direção do dr. Hebreliano Wanderley, tem sido de grande utilidade à nossa gente.

VIAÇÃO

Consertei as estradas de Quebrangulo, da Porcina, de Olhos d’Água aos limites de Limoeiro, na direção de Cana Brava.

Foram reparos sem grande importância e que apenas menciono para que esta exposição não fique incompleta. Faltam-nos recursos para longos tratos de rodovias, e quaisquer modificações em caminhos estreitos, íngremes, percorridos por animais e veículos de tração animal, depressa desaparecem. É necessário que se esteja sempre a renová-las, pois as enxurradas levam num dia o trabalho de meses e os carros de bois escangalham o que as chuvas deixam.

Os empreendimentos mais sérios a que me aventurei foram a estrada de Palmeira de Fora e o terrapleno da Lagoa.

ESTRADA DE PALMEIRA DE FORA

Tem oito metros de largura e, para que não ficasse estreita em uns pontos, larga em outros, uma parte dela foi aberta em pedra.

Fiz cortes profundos, aterros consideráveis, valetas e passagens transversais para as águas que descem dos montes.

Cerca de vinte homens trabalharam nela quase cinco meses.

Parece-me que é uma estrada razoável. Custou 5:049$400.

Tenciono prolongá-la à fronteira de Sant’Ana do Ipanema, não nas condições em que está, que as rendas do Município não me permitiriam obra de tal vulto.

OUTRA ESTRADA

Como, a fim de não inutilizar-se em pouco tempo, a estrada de Palmeira de Fora se destina exclusivamente a pedestres e a automóveis, abri outra paralela ao trânsito de animais.

TERRAPLENO DA LAGOA

O espaço que separa a cidade do bairro da Lagoa era uma coelheira imensa, um vasto acampamento de tatus, qualquer coisa deste gênero.

Buraco por toda parte. O aterro que lá existiu, feito na administração do prefeito Francisco Cavalcante, quase que havia desaparecido.

Em um dos lados do caminho abria-se uma larga fenda com profundidade que variava de três para cinco metros. A água das chuvas, impetuosa em virtude da inclinação do terreno, transformava-se ali em verdadeira torrente, o que aumentava a cavidade e ocasionava sério perigo aos transeuntes. Além disso outras aberturas se iam formando, os invernos cavavam galerias subterrâneas, e aquilo era inacessível a veículo de qualquer espécie.

Empreendi aterrar e empedrar o caminho, mas reconheci que o solo não fendido era inconsistente: debaixo de uma tênue camada de terra de aluvião, que uma escada sustentava, encontrei lixo. Retirei o lixo, para preparar o terreno e para evitar fosse um monturo banhado por água que logo entrava em um riacho de serventia pública. Quase todos os trabalhadores adoeceram.

Estou fazendo dois muros de alvenaria, extensos, espessos e altos, para suportar o aterro. Dei à estrada nove metros de largura. Os trabalhos vão adiantados.

Durante meses mataram-me o bicho do ouvido com reclamações de toda a ordem contra o abandono em que se deixava a melhor entrada para a cidade. Chegaram lá pedreiros — outras reclamações surgiram, porque as obras irão custar um horror de contos de réis, dizem.

Custarão alguns, provavelmente. Não tanto quanto as pirâmides do Egito, contudo. O que a Prefeitura arrecada basta para que nos não resignemos às modestas tarefas de varrer as ruas e matar cachorros.

Até agora as despesas com os serviços da Lagoa sobem a 14:418$627.

Convenho em que o dinheiro do povo poderia ser mais útil se estivesse nas mãos, ou nos bolsos, de outro menos incompetente do que eu; em todo o caso, transformando-o em pedra, cal, cimento, etc., sempre procedo melhor que se o distribuísse com os meus parentes, que necessitam, coitados.

(Os gastos com a estrada de Palmeira de Fora e com o terrapleno estão, naturalmente, incluídos nos 25:111$152 já mencionados).

DINHEIRO EXISTENTE

Deduzindo-se da receita a despesa e acrescentando-se 105$858 que a administração passada me deixou, verifica-se um saldo de 11:044$947.

40$897 estão em caixa e 11.004$500, depositados no Banco Popular e Agrícola de Palmeira. O Conselho autorizou-me a fazer o depósito.

Devo dizer que não pertenço ao banco nem tenho lá interesse de nenhuma espécie. A Prefeitura ganhou: livrou-se de um tesoureiro, que apenas serviria para assinar as folhas e embolsar o ordenado, pois no interior os tesoureiros não fazem outra coisa, e teve 615$050 de juros.

Os 40$897 estão em poder do secretário, que guarda o dinheiro até que seja colocado naquele estabelecimento de crédito.

LEIS MUNICIPAIS

Em janeiro do ano passado não achei no Município nada que se parecesse com lei, fora as que havia na tradição oral, anacrônicas, do tempo das candeias de azeite.

Constava a existência de um código municipal, coisa inatingível e obscura. Procurei, rebusquei, esquadrinhei, estive quase a recorrer ao espiritismo, convenci-me de que o código era uma espécie de lobisomem.

Afinal, em fevereiro, o secretário descobriu-o entre papéis do Império. Era um delgado volume impresso em 1865, encardido e dilacerado, de folhas soltas, com aparência de primeiro livro de leitura de Abílio Borges. Um furo. Encontrei no folheto algumas leis, aliás bem redigidas, e muito sebo.

Com elas e com outras que nos dá a Divina Providência consegui aguentar-me, até que o Conselho, em agosto, votou o código atual.

 CONCLUSÃO

Procurei sempre os caminhos mais curtos. Nas estradas que se abriram só há curvas onde as retas foram inteiramente impossíveis.

Evitei emaranhar-me em teias de aranha.

Certos indivíduos, não sei por quê, imaginam que devem ser consultados; outros se julgam autoridade bastante para dizer aos contribuintes que não paguem impostos. Não me entendi bem com esses.

Há quem ache tudo ruim, e ria constrangidamente, e escreva cartas anônimas, e adoeça, e se morda por não ver a infalível maroteirazinha, a abençoada canalhice, preciosa para quem a pratica, mais preciosa ainda para os que dela se servem como assunto invariável; há quem não compreenda que um ato administrativo seja isento de lucro pessoal; há até quem pretenda embaraçar-me em coisa tão simples como mandar quebrar as pedras dos caminhos.

Fechei os ouvidos, deixei gritarem, arrecadei 1:325$500 de multas.

Não favoreci ninguém. Devo ter cometido numerosos disparates. Todos os meus erros, porém, foram erros da inteligência, que é fraca.

Perdi vários amigos, ou indivíduos que possam ter semelhante nome. Não me fizeram falta.

Há descontentamento. Se a minha estada na Prefeitura por estes dois anos dependesse de um plebiscito, talvez eu não obtivesse dez votos.

Paz e prosperidade.

Palmeira dos Índios, 10 de janeiro de 1929

Graciliano Ramos

PS: Pesquisei na internet e encontrei o balanço do ano seguinte. encantador como o primeiro, mas já transparecendo angústia: Relatório da Prefeitura Municipal de Palmeira dos Índios, 1930

 

Sobre cartas, leia também: A verdade de uma carta

 

 

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Rogério Godinho apresentando o “Projeto Nunca na Solidão”

O primeiro encontro de formação promovido pela Rede DF, em 2016, aconteceu na noite de sexta-feira (20), no Espaço Arildo Dória, no Conic.

O jornalista e escritor Rogério Godinho apresentou seu mini-curso “Nunca na Solidão”, que na verdade acabou virando uma roda de conversa, com as cerca de 30 pessoas que se interessaram, entre filiados e curiosos.

O “Projeto Nunca na Solidão” nasceu a partir da publicação de um livro homônimo de Godinho que usa a biografia do empresário e vereador paulista Ricardo Young para discutir o que é a “nova política”, representatividade e caminhos para uma sociedade mais justa, igualitária e feliz.

Durante a palestra, Godinho debateu sobre a atitude ética, desde a filosofia clássica até o pensamento atual, passando por Kant, Maquiavel e Hannah Aredt, entre outros. Mas sempre com o foco na política.

Para ele, a grande contradição dos partidos políticos é como continuar democráticos, sem concentrar informação e poder. “É só olhar na história, partidos tendem à burocracia, depois à oligarquia, depois ao autoritarismo. Como lidar com isso?”

Godinho acha que esse é um desafio para o qual ainda há poucas soluções, mas diz estar convencido que o caminho para um partido que fuja das práticas vigentes teria de levar em consideração cinco valores: democracia interna, horizontalidade, inteligência coletiva, transparência e tempo de análise, ética e afetividade.

Durante sua fala, Godinho deixou claro que não é filiado à Rede Sustentabilidade, mas admite que “só ela e o Movimento Raiz estão focados em discutir Nova Política.”

Também disse tampouco acreditar que a Nova Política possa ser monopolizada por apenas um espectro ideológico. Para ele, o debate entre direita ou esquerda não interessa à Nova Política: “Não tem nada a ver com o espectro ideológico”, explica. “Nova política é uma maneira de você organizar o debate político e a organização democrática”, conclui.

  • Nova política é uma maneira de você organizar o debate político e a organização democrática

O escritor abriu para o debate e respondeu a perguntas sobre a atualidade e futuro da Rede Sustentabilidade. Disse que seus filiados têm um desafio enorme, “uma contradição até”, porque, embora todo mundo queira mais democracia, “o cidadão médio simplesmente não gosta de participar. Se pudesse, a maioria sequer votaria. E, fora do período eleitoral, prefere esquecer que a política existe”, conclui ele, se utilizando das dedução de pensadores como Platão e Tocqueville.

Ao final Godinho lançou um desafio para os filiados da Rede: “Nesse momento, sugiro a você que definam claramente uma identidade para a Rede Sustentabilidade. E encontrem os meios para dialogar com a população”.

Comentário

Dentre os presentes, participou do debate Cristiano Carvalho, morador de Águas Claras. Ele conta que ficou sabendo doencontro e decidiu ir, mesmo sem ser filiado à Rede DF. Disse que gostou da palestra, sobre tudo porque é  estudioso do tema Complexidade – premissa de pensamento por meio da qual Godinho problematiza a Nova Política.

IMG_0090.JPGRogério Godiho: O futuro da rede é um grande desafio

Godinho tem andado pelo Brasil difundindo suas ideias. Na semana que passou, sua agenda teve, além da palestra aqui em Brasília, um curso em Carapicuíba/SP sobre formação política para filiados da Rede.

Para entrar em contato com o autor para palestras e cursos: www.rogeriogodinho.com.br

Livro

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Ao explorar a gênese de um novo pensamento no campo político mundial, o livro conta a história do empresário Ricardo Young, descrevendo também a grandiosa jornada intelectual que o Brasil percorreu nas últimas cinco décadas – desde o golpe de 1964 à abertura política, o fim da ditadura e retomada da democracia, até as últimas disputas para a presidência, culminando com esta acirrada eleição que Baseada nos conceitos de ética, sustentabilidade, transparência, inteligência e participação coletivas, a Nova Política se destaca como tendência global, com especial força na Europa. Em nosso país, Ricardo Young representa uma das figuras centrais dessa corrente.

Empreendedor bem sucedido, desmistificou a imagem comum dos empresários como pessoas preocupadas apenas com o lucro, ao se posicionar publicamente apoiando projetos e iniciativas sociais, em torno de ideias que vão ao encontro da Nova Política. “É gente que consegue combinar a ousadia de empreender com a capacidade de permanecer aprendiz. A trajetória de sua vida, por isso, é sempre coletiva e diz respeito à cidade, à nação, à humanidade.”, nas palavras da ambientalista e ex-senadora Marina Silva, uma das personalidades que apresentam o livro.

Quem quiser encomendar o livro, pode conseguir pela internet: aqui.

 

Texto originalmente publicado no site da Rede Sustantabilidade DF